5 de dez de 2011

Por que Lama?


Edição rara, Lodo nº 29, de 1950.

Por que o nome é Lama? Primeiramente queríamos homenagear a Lodo, de Florestano.  A Lodo é uma revista criada na década de cinqüenta, e que nos inspirou a criar a Lama. Publicada pelo Florestano Boaventura, escritor que mora atualmente no bairro do Uberaba, em Curitiba. Ele publicava estas revistinhas, formato cordel, desde 1948, com histórias pulp, de horror e fantásticas. Mas por algum motivo parou de fazê-las na década de setenta. Muita gente nunca ouviu falar. Resolvemos então prestar uma homenagem criando a Lama. Inclusive o nome, tem a ver e até o número de letras. 
Daí quando ficou sabendo da Lama, Florestano entrou em contato conosco e disse que se quiséssemos poderíamos republicar algum material das Lodos antigas e nos cedeu contos e revistinhas. Propusemos a ele então de fazermos um novo design e novas ilustrações e lançar a partir do número que ele havia parado, número 127, junto com a Lama 2. E ele topou. Daí o Daniel Gonçalves ilustrou e diagramou as histórias que reeditamos nesta Lodo nº 127. O nosso parceiro lamacento Otávio Linhares também teve um papel importante no processo, porque foi ele que primeiramente teve contato com o Florestano e passou também a escrever novas histórias para publicarmos na edição.


Lodo nº 127 editada por nós: Fabiano Vianna, Daniel Gonçalves, L.F. Leprevost, Milena Buzzetti e Otávio Linhares, Junho de 2011.Contos de Florestano Boaventura, Dragomir Kephas, Fúlvio Lopes e Detetive Linhares.

Depois tínhamos a vontade que fosse também um nome em português e curto. Lama além de satisfazer estas questões, é uma metáfora também de uma cidade construída sobre o pântano, que é Curitiba. Também existe o provérbio “Sujeito está na lama”, utilizado quando o cara está na pior. E, de certa maneira, nas histórias pulp sempre tem alguém em apuros. Cadáveres enterrados na lama.
Depois, por pura coincidência, descobri que o nome do edifício Tijucas, sede da revista, significa em tupi-guarani: lodo, pântano ou lama. Viemos para o lugar certo sem saber. Ou será que foi o pântano que nos atraiu, através de seus tentáculos até aqui? Heheh
Agora, o que levou Florestano Boaventura a batizar a Lodo, não sei. Preciso perguntar a ele. 

 
Edição rara, Lodo nº 29, de 1950.

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